terça-feira, 16 de abril de 2013
Vestir-te.
Quero rasgar tua garganta, dilacerar teus sonhos. Quero arrancar teu coração e aperta-lo, fingir que ainda bate. Quero me banhar em teu sangue, vestir teus órgãos. E quando acabar, quero estar imundo o suficiente para ser confundido com a tua alma.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Manutenção.
Estou em manutenção.
Apertando parafusos, recarregando baterias.
Quero um café.
Não tem texto hoje, desculpem pelo o transtorno.
Apertando parafusos, recarregando baterias.
Quero um café.
Não tem texto hoje, desculpem pelo o transtorno.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Jogadores.
Estamos jogando com a morte, brincando com o perigo. Estamos gozando do dinheiro que não nos tem, e afogando as mágoas já afogadas. Meu corpo pede socorro, mas a idade cobre as dores, e o vinho não para de jorrar. Sorrimos felicidades bobas, sem saber do amanhã. Sem querer saber de nada, de futuro ou namorada, nós só queremos nos divertir. Não vamos abusar do pecado, amigos; vamos deixar que ele abuse de nós!
Reclama.
Reclama se eu ligo
Reclama se não
Reclama se eu falo
Reclama se não
Reclama de mim
Reclama da falta de mim
Reclama, reclama, reclama
Só sabe reclamar
Porra
Reclama se não
Reclama se eu falo
Reclama se não
Reclama de mim
Reclama da falta de mim
Reclama, reclama, reclama
Só sabe reclamar
Porra
Desculpa.
Desculpa arrogância crescente
Vontade idiota de ser
De Maria, o "Cara Valente"
É só meu jeito de viver
Não sou, nem longe, nem perto
As músicas que, no violão, arranho
Nunca estou no lugar certo
De Los Hermanos, sou o "Cara Estranho"
Se eu quiser beber, eu bebo
Do Silêncio que me machucou
Sozinho, agora percebo
Por que Caetano o cantou.
Vontade idiota de ser
De Maria, o "Cara Valente"
É só meu jeito de viver
Não sou, nem longe, nem perto
As músicas que, no violão, arranho
Nunca estou no lugar certo
De Los Hermanos, sou o "Cara Estranho"
Se eu quiser beber, eu bebo
Do Silêncio que me machucou
Sozinho, agora percebo
Por que Caetano o cantou.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Rivotril
Teus olhos de tigre
Tua boca vil
Teu singelo vício
Por Rivotril
Tua marca de cor
Cicatriz carnal
Confunde o ódio
Com amor banal
Teus lábios, teus calos
Carrasco infiel
Traição perversa
De paixão cruel
Lágrimas sofridas
Sem ter coração
Palavras sentidas
Em tom de negação
Entregam teu ser
Todos os poréns;
Que a maré te leve
Aos braços de outro alguém.
Tua boca vil
Teu singelo vício
Por Rivotril
Tua marca de cor
Cicatriz carnal
Confunde o ódio
Com amor banal
Teus lábios, teus calos
Carrasco infiel
Traição perversa
De paixão cruel
Lágrimas sofridas
Sem ter coração
Palavras sentidas
Em tom de negação
Entregam teu ser
Todos os poréns;
Que a maré te leve
Aos braços de outro alguém.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Segunda.
Tua pele toca o amanhecer, e teu reflexo me queima. O passado ainda deixa marca nos lençóis, e os cigarros não matam mais a mágoa. Um inverso corrompido de um final que era pra ser, a morte que chegou enfim. Trabalho para construir um barco que navegue em teu olhar, e me afogo no vazio. É o fim, e o oposto de um: o princípio do eterno, devorado pela solidão.
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