Se pessoas fossem manipuláveis, e o mundo fosse de papel, o que você faria? O que faria se tudo se moldasse conforme a sua vontade? Conseguiria não mudá-lo? Conseguiria parar quando fosse "bom o suficiente"? Conseguiria faze-lo perfeito? E o que é perfeito, afinal? É um termo utópico, então como consertar tudo? Faria tudo do seu jeito, e se tornaria um ditador? Faria tudo do jeito deles, e os tornaria mimados? Deixaria o caos acontecer ignorando o resto?
E se o mundo for assim, e cada um de nós tiver essa capacidade?
Seria bom criar uma maneira para não deixarmos os outros saberem disso, certo?
domingo, 30 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Carla.
Joana falou que me amava,
Não me ama mais.
Luiza falou que ficaria aqui pra sempre,
Não está mais.
Mariana disse que eu era o único,
Não sou mais.
Bruna disse que eu era especial,
Agora sou outro qualquer.
Carla disse que me odiava.
Vai tomar no cu, Carla.
Não me ama mais.
Luiza falou que ficaria aqui pra sempre,
Não está mais.
Mariana disse que eu era o único,
Não sou mais.
Bruna disse que eu era especial,
Agora sou outro qualquer.
Carla disse que me odiava.
Vai tomar no cu, Carla.
Arrepio.
Arrepia em ti?
Arrepia em mim.
Me faz vibrar, vidrar.
Me faz gritar lamúrias.
Me abre as asas, e me faz tremular.
Contra mim,
E a favor,
Me revelou,
Me relevou.
E, quase sem querer,
Me quis.
Arrepia em mim.
Me faz vibrar, vidrar.
Me faz gritar lamúrias.
Me abre as asas, e me faz tremular.
Contra mim,
E a favor,
Me revelou,
Me relevou.
E, quase sem querer,
Me quis.
Paredes.
Eu gosto de falar com as paredes.
Gosto de falar com você, pois me lembra minhas conversas com as paredes.
Não dá pra chamar uma parede pra sair, nem se espera resposta de uma.
Acho que gosto de me confessar para o nada, mesmo que não faça a menor diferença.
"Eu pequei."
Em casa, meus amigos são os cômodos.
Na rua, os cigarros.
Na morte, acredito que continuarei existindo, em eterna solidão.
Sem paredes.
Sem cigarros.
Sem nada.
Então é melhor eu ir treinando.
Gosto de falar com você, pois me lembra minhas conversas com as paredes.
Não dá pra chamar uma parede pra sair, nem se espera resposta de uma.
Acho que gosto de me confessar para o nada, mesmo que não faça a menor diferença.
"Eu pequei."
Em casa, meus amigos são os cômodos.
Na rua, os cigarros.
Na morte, acredito que continuarei existindo, em eterna solidão.
Sem paredes.
Sem cigarros.
Sem nada.
Então é melhor eu ir treinando.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Shhh!
A hora não importa mais, então deixo pra lá todos os meus tempos.
O coração já não bate, então não adianta mais deixar o fogo aceso.
Não toco mais o chão, não quebro mais segundos, não me vendo mais.
Todo som que ouço é o que tem dentro de mim.
Shhh!
Está ouvindo?
O coração já não bate, então não adianta mais deixar o fogo aceso.
Não toco mais o chão, não quebro mais segundos, não me vendo mais.
Todo som que ouço é o que tem dentro de mim.
Shhh!
Está ouvindo?
Cansado.
Eu não confio nos meus tatos,
Estou me perdendo em blues e vinho barato.
Talvez o vento me leve embora,
Mas acho mais fácil apodrecer aqui
Junto com meus parasitas pessoais.
Eu não acredito em nenhum deles,
Não acredito em mim mesmo.
Não sou alguém insignificante,
Mas também não sou nada demais.
Acho que sou um buraco,
Esperando outros
Que caiam, que caibam,
Que preencham a escuridão.
Eu sou a arma
Apontada pra minha própria cabeça.
Estou me perdendo em blues e vinho barato.
Talvez o vento me leve embora,
Mas acho mais fácil apodrecer aqui
Junto com meus parasitas pessoais.
Eu não acredito em nenhum deles,
Não acredito em mim mesmo.
Não sou alguém insignificante,
Mas também não sou nada demais.
Acho que sou um buraco,
Esperando outros
Que caiam, que caibam,
Que preencham a escuridão.
Eu sou a arma
Apontada pra minha própria cabeça.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Tarde demais.
Quero dormir
Mas não posso
Quero me animar
Mas estou com sono
Quero cheirar pó
Mas não vou comprar
Quero tocar violão
Mas está longe demais
Quero desenhar
Mas não tem papel
Quero dançar
Mas não tem música
Quero sonhar
Mas agora eu já perdi o sono.
Mas não posso
Quero me animar
Mas estou com sono
Quero cheirar pó
Mas não vou comprar
Quero tocar violão
Mas está longe demais
Quero desenhar
Mas não tem papel
Quero dançar
Mas não tem música
Quero sonhar
Mas agora eu já perdi o sono.
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