segunda-feira, 16 de abril de 2012
A Palavra.
O pior é perceber que a raiva que sinto vem dos meus atos, e ver que a vida sempre volta a nascer em mim independentemente da minha vontade. Seus olhos me cercam como se vigiassem meu coração para que continue batendo, e meus pensamentos se vêem andando por conta própria a partir do momento em que recuso pronunciar a palavra "amor".
domingo, 15 de abril de 2012
Futuro do Pretérito.
Se o tempo permitir, eterno será.
Se a vida for generosa, perto do início estamos nessa roda gigante.
E se a morte trapacear, daremos nosso próprio jeito.
Cada vez que respirar, estarei te esperando.
Cada tempo que passar será um pequeno segredo.
E enquanto os outros estiverem olhando, seremos só mais duas pessoas.
Coração descansa em paz, alfinetado.
Perde-se em vão a graça, mas é contada como se ainda existisse.
E se ainda vivesse, sorriria.
Foi-se a correção do que não era bom, e não ruim.
Enquanto o resto chorava, a gente ria.
A preocupação nunca foi nossa melhor arma contra o mundo.
Bateu-se o vento, e nada mais estava lá.
A casa se fechou, vazia, e mais tarde o pequeno choro se calaria,
Esperando ouvir o som de mais um amanhã.
Se a vida for generosa, perto do início estamos nessa roda gigante.
E se a morte trapacear, daremos nosso próprio jeito.
Cada vez que respirar, estarei te esperando.
Cada tempo que passar será um pequeno segredo.
E enquanto os outros estiverem olhando, seremos só mais duas pessoas.
Coração descansa em paz, alfinetado.
Perde-se em vão a graça, mas é contada como se ainda existisse.
E se ainda vivesse, sorriria.
Foi-se a correção do que não era bom, e não ruim.
Enquanto o resto chorava, a gente ria.
A preocupação nunca foi nossa melhor arma contra o mundo.
Bateu-se o vento, e nada mais estava lá.
A casa se fechou, vazia, e mais tarde o pequeno choro se calaria,
Esperando ouvir o som de mais um amanhã.
sábado, 7 de abril de 2012
Bla Bla Bla
Quero fechar os olhos e desaparecer, abri-los e ser um outro alguém.
Quero que o tempo passe, mas que passe a meu favor. Quero viver a vida em dias.
Sexo e violência é o que esse mundo precisa.
Que a ditadura volte a existir aqui, e que o sofrimento seja sua maior arma.
Álcool para todos, envenenem as bebidas.
Nada mais faz sentido.
Quero que o tempo passe, mas que passe a meu favor. Quero viver a vida em dias.
Sexo e violência é o que esse mundo precisa.
Que a ditadura volte a existir aqui, e que o sofrimento seja sua maior arma.
Álcool para todos, envenenem as bebidas.
Nada mais faz sentido.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Na Sombra dos Ventos.
O hoje é a sombra do amanhã. Uma vida é a escolha da anterior. A morte, a consequência.
Corre por onde os ventos não sopraram, eu não sairei daqui.
Então me enterra nos seus pensamentos, me mata, pois se for para acontecer, que pelas suas mãos aconteça. Eu quero isso.
Eu te amo, mas não leve em consideração.
Sou vulnerável a ilusões.
Corre por onde os ventos não sopraram, eu não sairei daqui.
Então me enterra nos seus pensamentos, me mata, pois se for para acontecer, que pelas suas mãos aconteça. Eu quero isso.
Eu te amo, mas não leve em consideração.
Sou vulnerável a ilusões.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Fim do Mundo.
A boca treme, as palavras traem. Coração salta e se insinua, esperando que o corpo reaja da forma mais natural possível: com a loucura. As pupilas dilatam, o vento bate no rosto, tudo fica mais claro. Um beijo. A simplicidade de dois corpos se tocando pelos lábios. O tempo para e os olhos fecham. O mundo acaba.
De novo.
De novo.
Falta.
E sem você tudo aqui é solidão. A luz do sol queima em vez de aquecer, e o álcool parece ser a única solução. De seu sorriso, não me lembro mais. De sua rouca garganta, saiu a voz que me deu a certeza de que não havia nada mais a ser dito, porém muito...
A fala a faltava, a morte a fitava como se a chamasse para dançar. Chamou. O fechar dos olhos tristes aconteceu antes do esperado.
Seu corpo, pálido, não demonstrava alteração. Sabia que era a última vez, então não havia surpresa. Todo o final já tinha sido contado a ela antes que fosse terminada a história. "Não há chance", ele disse. Alma desabou do corpo. Suas pernas andaram enquanto a essência permaneceu ali parada, chorando, deitada no chão em forma de súplica. Súplica para que fosse um sonho, para que houvesse forma alguma de voltar ao início, para que houvesse alguém ouvindo seus lamentos, gritados sem som. Cuspia em vão palavras ao nada, fingia que não havia acontecido. Bebeu, fumou. Esperava que acabasse, não se importava. O sentido o havia perdido, e a felicidade se despediu antes que notassem sua presença.
O luto cobriu as ruas, as pessoas não repararam. "Luzes demais para perceberem os detalhes". Ele sabia. Ele beijou a face da melancolia. Abraçou seus próprios medos, e seus medos se tornou. Viveu o que podia na hora errada. Desistiu do que valia a pena, caiu. Caiu por medo de cair. Segurou a rosa que foi repousada sobre o nada que restou. De seus olhos, uma única lágrima caiu. Escorreu pelo rosto, foi parar na terra, e daquele lugar não nasceu mais vida.
Apagou-a antes do fim. Fugiu de seu próprio ser, e se separou. Dois de um se formaram: Um deles, amargurado, concluiu-se com as pílulas. O que sobrou foi o resto: Tudo que o primeiro não queria carregar para sua pós-morte. Ele cresceu, e fugiu da memória. Se tornou a criança adulta que nunca desejou não ser. Chorava, mas aquietava-se ao sentir alguém por perto. Não se abriu, com medo de que, quando revelado, viesse o pior de si mesmo. Não havia pior. Não havia si mesmo. O que sobrou foi o esqueleto, deixado no passado. Sentiu falta de sua alma, sentiu falta do calor. Apertou-se o peito, mas nada podia ser feito. Na memória do que se tornou, os passos foram apagados. Tentou voltar, não conseguiu. Insistiu, e chegou ao início. Nada mais havia, e então o rascunho se pôs a esperar. Esperar pelo fim, que escolheu deixa-lo por último.
A fala a faltava, a morte a fitava como se a chamasse para dançar. Chamou. O fechar dos olhos tristes aconteceu antes do esperado.
Seu corpo, pálido, não demonstrava alteração. Sabia que era a última vez, então não havia surpresa. Todo o final já tinha sido contado a ela antes que fosse terminada a história. "Não há chance", ele disse. Alma desabou do corpo. Suas pernas andaram enquanto a essência permaneceu ali parada, chorando, deitada no chão em forma de súplica. Súplica para que fosse um sonho, para que houvesse forma alguma de voltar ao início, para que houvesse alguém ouvindo seus lamentos, gritados sem som. Cuspia em vão palavras ao nada, fingia que não havia acontecido. Bebeu, fumou. Esperava que acabasse, não se importava. O sentido o havia perdido, e a felicidade se despediu antes que notassem sua presença.
O luto cobriu as ruas, as pessoas não repararam. "Luzes demais para perceberem os detalhes". Ele sabia. Ele beijou a face da melancolia. Abraçou seus próprios medos, e seus medos se tornou. Viveu o que podia na hora errada. Desistiu do que valia a pena, caiu. Caiu por medo de cair. Segurou a rosa que foi repousada sobre o nada que restou. De seus olhos, uma única lágrima caiu. Escorreu pelo rosto, foi parar na terra, e daquele lugar não nasceu mais vida.
Apagou-a antes do fim. Fugiu de seu próprio ser, e se separou. Dois de um se formaram: Um deles, amargurado, concluiu-se com as pílulas. O que sobrou foi o resto: Tudo que o primeiro não queria carregar para sua pós-morte. Ele cresceu, e fugiu da memória. Se tornou a criança adulta que nunca desejou não ser. Chorava, mas aquietava-se ao sentir alguém por perto. Não se abriu, com medo de que, quando revelado, viesse o pior de si mesmo. Não havia pior. Não havia si mesmo. O que sobrou foi o esqueleto, deixado no passado. Sentiu falta de sua alma, sentiu falta do calor. Apertou-se o peito, mas nada podia ser feito. Na memória do que se tornou, os passos foram apagados. Tentou voltar, não conseguiu. Insistiu, e chegou ao início. Nada mais havia, e então o rascunho se pôs a esperar. Esperar pelo fim, que escolheu deixa-lo por último.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Espelhos.
A moça se arrasta no chão, andando,
Corre nas veias o veneno do escorpião.
Do telhado, grita pro mundo:
"Enquanto podem, vivam o pecado"
Pulam os ratos, fazem a festa.
Não haviam lá os escritores, pacatos,
Prontos para mais uma história de terror
Não vivenciado, insensato.
E a cor da mão do pecador, feliz,
Continua sendo a mesma daquele
Que não está lá, seria ele?
O responsável pelo pior dos erros?
Aquele que morre gritando, viveu.
Calado, não soube se expressar,
E em um som estridente, calou-se.
E a poesia fez-se do fim.
E o espelho quebra sem medir
Mechas do que foram um todo, agora.
Pedaços de um só inteiro partido,
Várias versões de um só eu fingido.
Corre nas veias o veneno do escorpião.
Do telhado, grita pro mundo:
"Enquanto podem, vivam o pecado"
Pulam os ratos, fazem a festa.
Não haviam lá os escritores, pacatos,
Prontos para mais uma história de terror
Não vivenciado, insensato.
E a cor da mão do pecador, feliz,
Continua sendo a mesma daquele
Que não está lá, seria ele?
O responsável pelo pior dos erros?
Aquele que morre gritando, viveu.
Calado, não soube se expressar,
E em um som estridente, calou-se.
E a poesia fez-se do fim.
E o espelho quebra sem medir
Mechas do que foram um todo, agora.
Pedaços de um só inteiro partido,
Várias versões de um só eu fingido.
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