A madrugada me devora e eu me perco em meus devaneios; relembrando a juventude que nunca vivi, e chorando dores que ainda não sofri, me perco na ideia de vida, que insiste em fazer de mim uma ideia.
Queria eu poder te ver; pegar um trem, metrô, carro ou avião. Fumar teus cigarros, discutir o amanhã, matar o amanhã em protesto.
Fazer tudo às escuras, em um beco qualquer, aquecido pela solidão.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Já Fomos Melhores.
Vivemos de fraldas,
De carrinhos de bebê....
Vivemos de chupeta,
Vivemos de triciclos,
De brigadeiro....
Depois vivemos de algodão doce,
De parquinho,
De bicicleta,
Salsichão,
Vivemos dos pais,
Dos jogos de tabuleiro,
Das caças a tesouros,
De faz-de-conta.
Vivemos de imaginação,
E depois....
Nós deixamos de viver.
De carrinhos de bebê....
Vivemos de chupeta,
Vivemos de triciclos,
De brigadeiro....
Depois vivemos de algodão doce,
De parquinho,
De bicicleta,
Salsichão,
Vivemos dos pais,
Dos jogos de tabuleiro,
Das caças a tesouros,
De faz-de-conta.
Vivemos de imaginação,
E depois....
Nós deixamos de viver.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
De Mim, Pra Mim, Por Mim.
Confesso ser um romântico incorrigível,
Pois vivo perdidamente apaixonado
Por essa pessoa muito especial.
Por essa pessoa muito especial.
Só me interesso por alguém
Ao ver que esse alguém
Tem essa obsessão
Em comum
Comigo:
Eu.
Ao ver que esse alguém
Tem essa obsessão
Em comum
Comigo:
Eu.
Espelho, Espelho Meu...
Oh! Menina dos olhos negros,
Por que duvidas de meu coração?
Condenas minha embriaguez,
Mas não percebes a contradição
Pois é o amor que tanto admiras
Que me embebeda e me enlouquece,
Me acusas de idolatrar mentiras
Mas do bem que te fiz, esqueces
Já aleguei tua insanidade,
De louca, chamei pra não veres
A mancha negra da maldade
Que existe em todos os seres
Pois meu sentimento não veio
Para olhos humanos - sem cor
Tu és só mais um ser alheio;
Platéia para o meu amor
Eu disse, e digo de novo:
Te amo, e amo, Narciso!
Que venham as palmas do povo
Por ser só de mim que preciso!
Por que duvidas de meu coração?
Condenas minha embriaguez,
Mas não percebes a contradição
Pois é o amor que tanto admiras
Que me embebeda e me enlouquece,
Me acusas de idolatrar mentiras
Mas do bem que te fiz, esqueces
Já aleguei tua insanidade,
De louca, chamei pra não veres
A mancha negra da maldade
Que existe em todos os seres
Pois meu sentimento não veio
Para olhos humanos - sem cor
Tu és só mais um ser alheio;
Platéia para o meu amor
Eu disse, e digo de novo:
Te amo, e amo, Narciso!
Que venham as palmas do povo
Por ser só de mim que preciso!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Exílio.
A solidão me devora, e o vazio me expõe. Meu eu-lírico vira pó diante da ilusão, que faz simbiose à ocasião. Desejo o infinito, e ganho a mortalidade. Consumo o esquisito, e expiro normalidade. Vivo a escuridão diante da luz que emito.
Exito, e palpito em mim mesmo, mas o exílio me amanhece, e me deixa perecer.
Mas não me faz esquecer das sombras que imito, e se deixa padecerem os acertos aos que me limito.
Exito, e palpito em mim mesmo, mas o exílio me amanhece, e me deixa perecer.
Mas não me faz esquecer das sombras que imito, e se deixa padecerem os acertos aos que me limito.
Nem sei.
Eu não sei
Se falta interesse
Ou segurança,
Se é amor
Ou se é lembrança,
Se é verdade
Ou esperança,
Mas se soubesse
Como é
Não ouvir sua voz
Atenderia minhas ligações
Nas primeiras vinte vezes.
Se falta interesse
Ou segurança,
Se é amor
Ou se é lembrança,
Se é verdade
Ou esperança,
Mas se soubesse
Como é
Não ouvir sua voz
Atenderia minhas ligações
Nas primeiras vinte vezes.
Amor.
O coração salta sobre o corpo que tenta salvar.
Descansa sob a pele que o aprisiona, e insiste mais um pouco antes de parar de vez.
A causa, como a autópsia revelaria, foi o amor.
Às vezes é interessante perceber o número de mortes causado por tal palavra.
Descansa sob a pele que o aprisiona, e insiste mais um pouco antes de parar de vez.
A causa, como a autópsia revelaria, foi o amor.
Às vezes é interessante perceber o número de mortes causado por tal palavra.
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